- O tempo ainda cheira ao teu perfume
Olho o ontem e o anteontem e num olhar lívido, sinto
o cheiro d'aldeia.
Lembro-me com ênfase dos abraços que a aurora trazia
pela manhã, em cada rosto familiar.
Tu, meu irmão,
amigo, lembras-te do verde que vestia a nossa aldeia, da
azáfama em
cada um de nós nas manhãs outonais?...
Lembras-te das moças que corriam pelo campo, com seus
cabelos d'anjos e
sorrisos, com sabor a eternidade?...
Éramos deveras felizes!
É tão efémero o
tempo, como a nostalgia que hoje trazemos no olhar.
A incoerência do
homem levou à erupção da natureza, e com isso destruíram
o nosso oásis: para on-
de levaram o nosso verde?
Em cada estrofe há uma perspectiva. A nossa é
imortal, como os cânticos das aves.
- Foto ZéZé Lopes
Olho o ontem e o anteontem e num olhar lívido, sinto
o cheiro d'aldeia.
Lembro-me com ênfase dos abraços que a aurora trazia
pela manhã, em cada rosto familiar.
Tu, meu irmão,
amigo, lembras-te do verde que vestia a nossa aldeia, da
azáfama em
cada um de nós nas manhãs outonais?...
Lembras-te das moças que corriam pelo campo, com seus
cabelos d'anjos e
sorrisos, com sabor a eternidade?...
Éramos deveras felizes!
É tão efémero o
tempo, como a nostalgia que hoje trazemos no olhar.
A incoerência do
homem levou à erupção da natureza, e com isso destruíram
o nosso oásis: para on-
de levaram o nosso verde?
Em cada estrofe há uma perspectiva. A nossa é
imortal, como os cânticos das aves.
- Foto ZéZé Lopes
José Maria... Z L

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