domingo, 23 de julho de 2017

Todo o desejo é fugaz, no momento em que eu desnu-
do o teu corpo.
Não há palavras que explica a inocência do amor nem
frases bonitas, que
leio no silêncio do teu olhar. O teu corpo será
sempre uma miragem...
Um poema nas minhas mãos. Cada rugas, um verso,
cada curvas, um enigma: tudo,
como se eu
não te conhecesse. A sensibilidade dos meus dedos
percorrem o teu
copo como se fosses uma pauta musical,
levando-te, ao profundo desejo carnal, fazendo-te,
esquecer, que
a vida não acaba ali. O teu corpo, é
todo ele um poema feito de barro, um mistério que
não funde no vazio de uma noite quente, ou
num beijo mortal, que
fica para dar. O teu corpo, é uma fonte de prazer
onde os poemas morrem na
boca, antes de serem saciadas. É um
desejo proibido.


José Maria... Z L

Preze a tua liberdade. Liberta-te. Nada é
mais importante
do que a
tua própria vida. Se te sentes condiciona-
da, é porque não és livre. Se
não és livre, não podes ser feliz. Olha os
os pássaros!...
Voam quando querem, tomam o
rumo instintivo e
definitivamente, são livres. Seja mais um
pássaro...
Liberta-te da
gaiola que te prende. Voa e vês o mundo
de cima para baixo.
Can-
te... Cante, para que eu te escute. Quero
ouvir a tua
voz da liberdade.


José Maria... Z L


As imagens que guardo da minha infância, chegam
com o vento
da minha terra, com as conversas que tenho
com os colegas de então, com
os sonhos
que as noites me brindam. Tenho saudades
desse tempo que
eu desfolhava o silêncio das noites, que
os homens viviam
iguais... Sem relógios. Tenho
saudades de não ter pressa. De chegar a doca e ver
os barcos partirem, de ler
os teus poemas como se eu estivesse a falar contigo
e sentir-te,
ali, num silêncio ensurdecedor. Como se eu
abraçasse cada frase tua...
Tenho saudades da minha infância, de esperar pela
noite e jantar a luz do luar, de ou-
vir uma mãe a chamar pelo filho. Dos vizinhos
que falam abertamente ali ao lado,
sem reservas nem medos de escutas.
Foi um tempo que mesmo com
pouco, tínhamos tudo.


José Maria... Z L

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Meus amigos não tem cor nem pátria!... Tem carácter!.
A nossa amizade é
muito mais do que uma relação. É uma almofada que
amortece
choques entre nós. Amigos, é darmos
as mãos quando
precisamos, sem questionarmos, nem criticarmos.
Para sermos verdadeiros,
precisamos preparar a terra, regar e cuidar minuciosamente,
onde enraizará essa gigante árvore, em que a
sombra é o aconchego
de todos nós, que juntos humildemente partilhamos.
Amigos, é muito
mais do que um olá, do que um Like, do
que um sorriso. É dar sem cobrar... sem publicitar.
É dar pelo prazer e pela amizade que temos
pelos outros.
Amigos, cada vez mais raros...


José Maria... Z L

As verdades de outra hora foram sonhos caídos num
charco, foram ilusões
vencidas no momento em que tudo poderia dar certo.
Planearam tudo ao pormenor. Criaram asas e
voaram na leveza dos sonhos, foram...
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[...] a distância complica uma relação
estar distante, mata!.
José Maria... Z L
Comentários
As palavras que vestem o meu poema, são feitas de
linho-de-amor, são
braços que amparam o desassossego de quem coabita
com a injustiça, de quem se vê atirado à
mercê, da sua pouca sorte. As palavras do meu poema,...
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V
As verdades de outra hora foram sonhos caídos num
charco, foram ilusões
vencidas no momento em que tudo poderia dar certo.
Planearam tudo ao pormenor. Criaram asas e
voaram na leveza dos sonhos, foram
felizes, enquanto durou. Eram jovens, no inicio da vida
em comum.
Trabalhadores, honestos e dedicados. Sonha-
vam ter filhos e em
prol da família tudo fazerem, mesmo que para isso, ti-
vessem que trabalhar arduamente.
Quiserem arrumar
um pé de meia,
antes de mandarem vir os filhos. Ele era carinhoso!
Trazia flores para o seu amor e
ela era muito doce; dava-lhe beijos e abraços.
Eram motivo de inveja na vizinhança... Os
maldizentes até os criticavam, sem piedade. Apesar
de nunca se
comprovarem, mas, talvez, foi a inexperiência
de jovens
que os levaram a uma prévia e inesperada sepa-
ração. Foi um grande amor que se perdeu,
foram
sonhos maravilhosos que se desvaneceram
prematuramente,
sobre lágrimas e dores. Não desperdicem o vos-
so tempo!.
Mesmo que se dure pouco, na boca ficará para
sempre,
o sabor d'um grande beijo.


José Maria... Z L
[...] a distância complica uma relação
estar distante, mata!.

José Maria... Z L

As palavras que vestem o meu poema, são feitas de
linho-de-amor, são
braços que amparam o desassossego de quem coabita
com a injustiça, de quem se vê atirado à
mercê, da sua pouca sorte. As palavras do meu poema,
são gritos de revolta, de quem
ainda acredita no amor e na justiça. As palavras do meu
poema, são folhas espalhadas ao vento, são
sonhos que nunca se dissipam no tempo. São
esperança no olhar de um mártir, que vê o seu
destino afundar, a sua vida a findar, sem uma
bóia de salvação. As palavras do meu poema, tem o
intuito de alento a um perseguido e de
ferir a consciência do seu perseguidor. As ondas que
ceifam as vidas,
não podem ser julgadas nem incriminadas, mas
o homem sim. O Homem é cruel!...
As palavras do meu poema, são minúsculas como as
gotas de chuva numa
noite de temporal, são como o bater d'água numa pedra,
que de tanto a bater, há de furar. As palavras do meu
poema, com certeza atingirá
a sensibilidade de alguém: E esse é o meu objectivo.
As palavras do meu poema, são um pouco de esperança
para aqueles que pouco tem...
É o meu desabafo.
... Foto da net


José Maria... Z L