quinta-feira, 5 de julho de 2018

Tive um sonho e acreditei...
Acreditei que esperavas por mim à beira do rio...
Que o nosso encontro seria perfeito como este quadro:
que pintei para esse dia.
De manhã um raio de sol entrou tímido pela janela, acordei
num sobressalto, de quem ama perdidamente.
Não queria chegar atrasado por nada deste mundo!!.
Eu não te conhecia..., mas sabia que eras linda e que
tinhas um sorriso encantador.
Soube que os teus olhos brilhavam como pérolas e
que tinham cor azul do mar.
Quando eu cheguei ao lago tudo estava calmo como se
o mundo tivesse parado de
respirar, como se não existissem vidas em todo o
universo: fiquei perplexo.
Olhei para um lado e para outro, vinhas a chegar e
trazias tranças.
Eras mais linda do que em sonho...


José Maria... Z L

Há tempo para tudo...
Até há tempos de verbos escritos no mármore do
tempo, que,
nunca se apagarão das minhas memórias afectivas.
No rosto
trago as rugas desse tempo, na pele as
cicatrizes d'uma vida dura.
Os meus olhos ainda ambicionam a matriz de um
futuro risonho,
o meu coração luta incessantemente contra a
flacidez-cinzenta
desse mesmo tempo, desse céptico, que um dia o
destruirá.
Enquanto isso, a minha vida se alicerça entre o
chão e o muro,
naquele campo verde, onde a esperança
é o última a morrer.


José Maria... Z L

Há tempo para tudo...
Até há tempos de verbos escritos no mármore do
tempo, que,
nunca se apagarão das minhas memórias afectivas.
No rosto
trago as rugas desse tempo, na pele as
cicatrizes d'uma vida dura.
Os meus olhos ainda ambicionam a matriz de um
futuro risonho,
o meu coração luta incessantemente contra a
flacidez-cinzenta
desse mesmo tempo, desse céptico, que um dia o
destruirá.
Enquanto isso, a minha vida se alicerça entre o
chão e o muro,
naquele campo verde, onde a esperança
é o última a morrer.


José Maria... Z L

A noite desce vestida de preto traz consigo a voz
do vento, e
numa praça vazia, proclama a profecia...
--Não se brinquem com o fogo da vida!
Na paz d'uma noite serena, no tear d'uma madruga-
da, no
cume da serra, giram as velas de um moinho...
--Na calçada, treme de frio e fome um mendigo!
A noite traz no regaço, a nostalgia...


José Maria... Z L
[...] tudo parecia mármore, rosa ou cetim...
uma eternidade de prazer.
tudo parecia um jogo de sedução...
quando te dei o primeiro beijo.
hoje tenho saudade de mergulhar no teu ventre
e saborear o teu corpo de mulher,
neste pôr do sol...


José Maria... Z L
Por serem simples os retalhos da minha vida juntei os pedacinhos
e deram-me, esta vida de sonhos.
Era um quadro branco, tão pequenino que vibrava por ser frágil...
Eu tinha a tenra idade e iniciava a minha caminhada do
nada.
Tudo ofuscava-me...
Amedrontava-me, como qualquer criança que tinha medo
do escuro.
Cedo...
Muito cedo..., peguei no meu quadro branco, no
meu colo preparei
tintas de mil cores; fresca, lilás, verde-primavera.
Pintei o meu mundo!...
Nele pus as flores lindas que exalam o teu perfume, dei-lhe
o teu nome, pa-
ra que eu te chamasse todas as manhãs, quando
acordasse dos meus sonhos.
Este é o meu mundo simples que carrego indelevelmente.
É o nosso paraíso.


José Maria... Z L
Sinto-me encurralado pelos versos
o meu peito ostenta a brancura do tempo,
é-me indispensável o ar vital
e o caminho que me leva à candura d'aurora.
As minhas mãos macias,
os meus dedos perscrutam a fundura das estrofes,
num poema que eu desconheço
mas que habita no meu existir.
É nos meus sonhos ténues que eu te sinto
é tédio este meu sentir,
e para uma inepta realidade
escrevo este poema como desabafo.
Respiro a minha ambição
guiado pela luz d'uma candeia
que ilumina o canto da minha rua
numa noite de escuridão.


José Maria... Z L