sábado, 17 de setembro de 2016

Pude ler no teu rosto a felicidade
com que chegaste naquela manhã
e mesmo desviando o olhar,
pude ver o quanto és bela.
Não resisti ao teu perfume
tentei beijar-te,

...sem sucesso.
Peguei na tua mão tremias
tua voz estava trémula,
demonstravas alguma intranquilidade.
Mesmo com o passar do tempo
continuas uma "Lady" e carregas sobre os ombros,
uma postura invejável.
Tu és linda
e distinta,
razão pelo qual a cobiça recai sobre ti.
Quando te vejo passar na rua
e sempre que ouço a tua voz,
....fico mais apaixonado.

José Maria... Z L

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Inventei-te,
no silêncio da noite.
Criei-te à medida dos meus olhos
e quis que completasses minha alma.
Dei-te o nome d'água
para que,

apagasses o fogo dentro de mim...
Pintei a madrugada de mil cores
o meu quarto de branco,
a mesma cor que pintei o teu casaco
e teu vestido de linho.
Por ti esperei
na loucura da paixão,
e no auge do desejo
a porta se abriu.
Ouvi os teu passos
senti o cheiro do teu perfume
e escutei o desejo na tua voz.
Inventei-te
naquela noite de solidão,
e foi a noite com que eu sonhei.

José Maria... Z L

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

vestida de sol
a cidade de lisboa é poética.
aqui,
nas cordas d'uma guitarra
fluem poesias,
nos rostos lêem-se mistérios
de quem n'alma
trás veia poética.


José Maria... Z L

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Deram-me a vida,
os sonhos,
os caminhos,
e ensinaram-me a andar.
A força da juventude
iludiu-me,
fez-me crer que tudo era fácil
até que a razão veio à tona,
quando o corpo e a mente sangram
com as peripécias da vida.
Andei sobre os socalcos
e doeram-me os pés,
quando procurei entender a idade da terra
e a geografia da vida.
Educaram-me que a vitória se festeja no fim
apontaram-me o caminho,
e nunca mais parei...
Nunca me disseram que era fácil. 


... E eu desconheço o desistir.

José Maria... Z L


sábado, 13 de agosto de 2016

《...》voando nas asas do tempo
entre a dúvida e o medo,
podes chegar ao fundo da questão
ou a própria perfeição...

José Maria... Z L

Fui à janela ver a noite
vi a ponte iluminada,
vi o Tejo
a dormir no dorso d'uma cidade
adormecida.
Andei pelas ruas de alfama
mas foi nos bares da moraria
que escutei o fado.
Da minha janela sentado sobre o nada
corri a cidade que eu conhecia,
e as histórias que eu desconhecia
li-as,
nos livros das memórias.
Visitei monumentos nas horas mortas
d'uma cidade fantasma,
bebi o silêncio das ruas
que noutra hora o barulho e a poluição
fustiga,
até os mais insensíveis.
Lisboa cidade bonita,
cidade que me encantou nos anos setenta,
aqui eu perdi-me tantas vezes
à procura de mim...
Aqui eu me encontrei.


José Maria... Z L

domingo, 7 de agosto de 2016

No silêncio da noite
na intimidade do teu quarto
teus olhos pedem mil e um abraços.
[...] e sono que não chega!
- Foto Sensuality in Art

José Maria... Z L