segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Os meus passos eram pequenos. O meu olhar era
vibrante e
vestia sonhos. Sobre os meus pequenos ombros
carreguei dúvidas,
incertezas, coisas de menino, enquanto corria pelos
campos, descalço.
O meu mundo só tinha dois palmos, pouco menos
do que a minha altura.
Mas, era nesse mundo e com essa altura, que eu
transportava so-
bre o dorso do tempo, todo o meu impulso e desejo
de crescer.
Muitas vezes, cheguei ao fim do dia extenuante!...
Quase a beira do desânimo.
Não importa com que idade foi, mas eu já era cres-
cido, quando
provei a água canalizada. E foi nesse instante que
percebi, que
o mundo ia dar a volta... e isso percebe-se
nos meus olhos.


José Maria... Z L

Vem até aqui. Fala-me de ti, da tua terra e do
teu mundo.
Fala-me dos teus olhos e do teu sorriso.
Fala-me do
que eu ainda não sei de ti. Tenho saudades
da tua inconfundível voz.
Ergue-te. Faz-me ouvir te.
Por entre o
silêncio e o vazio, e ecos das sereias; tu és a minha
princesa.
Esse teu rosto lindo que eu toco por entre
as sombras do
desejo, é a luz que me guia.


José Maria...Z L


As minhas noites são de chuva, de água, de muita água.
São como lagos que
emergem do ventre da terra, por entre os ramos d'uma
primavera.
Nas minhas noites perco-me. Não tenho a ligeireza
dos pássaros
nem o sentido das feras, para seguir rumos sem medo.
Quando caminho,
mesmo em noites claras, quero sentir a terra que
piso, onde estou e o senti-
do dessa viagem. Se o tempo me permitir, andarei
por aí mais uns dias,
e,
no ardor dessa solidão, amar-te-ei
em silêncio.


José Maria... Z L

Ela escolheu este sorriso. E por ser tão
puro,
ao mundo quis mostrar. Nada mais belo.
A beleza está
na simplicidade das coisas, na forma
como vês a
tua volta. Um sorriso é charmoso se o
souberes interpretar,
se o souberes ler,
é porque ele entrou no teu nobre
coração e lá permanecerá. Ama... não
tenhas medo.
Só é feliz quem sabe amar.


José Maria... Z L

Sou a filha do tempo e da madrugada. Chego depois da
tempestade.
Quando tudo acalma. Quando a vida não reclama.
Sou tudo e
sou nada. Sou vago. Venho do instante, de entre o dia
e a noite. Es-
te é o meu espaço. O meu lugar.
O meu poema.
Sou a menina do tempo. Vivo onde os teus olhos não se
enxergam,
onde não há mítica, nem mistério.
Sou da terra dos anjos.


José Maria... Z L

domingo, 10 de dezembro de 2017

Pequeninos são os meus olhos
Desejosos percorrem o mundo,
Em cada canto há um encanto
E há um lugar para ti.
Sendo o verde esperança
Talvez um dia caminharei sobre o azul do mar,
E se um dia eu tocar as nuvens
Encontrar-me-ei no caminho para te amar.
Que o meu sonho se torne real
Tão verdade como o quadro que vês,
Se um dia eu despir este fato
Não terei outro igual que me sirva.
Sou pobre e ingénuo
De letrado não tenho nada,
Pintor muito menos,
Mas pintei este quadro
Com algum esforço e lágrima.
O que eu vejo dá-me prazer
O que eu fiz dá-me gozo,
O que eu não vejo, sonho
Talvez um dia fazer.

Z L Poemas e Poesias

Pomba branca
Cresci, ouvindo dizer que é o símbolo da paz.
Cresci, acreditando que é possível.
Como crente, acredito na boa fé.
Como optimista, espero pelo dia.

Uma pomba branca é solta.
Uma nova esperança vai levar.
Leva a missão de boa nova.
Leva a força d'acreditar.
Se todos nós dermos um pouco.
Se todos nós acreditarmos.
O pouco será muito.
E o mundo alimentaremos.
O homem está vivo
enquanto viver a sua fé.
O homem começa a morrer
quando perde a esperança.

José Maria... Z L