quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Os teus olhos azuis são da cor do meu jardim, onde
colho as rosas para ti.
São céus, são mares. São arco-íris dos meus sonhos
onde tu moras.
O meu jardim florido é a tua casa onde eu habito,
onde o segredo me
confere os momentos mais íntimos e mais dóceis, al-
guma vez desejado.
A primavera é a mãe de todas as flores. É verde. Da
cor da esperança.
Cor dos pássaros. Cor dos peixes livres
no oceano.


José Maria... Z L
Os caminhos por onde eu passei...
Os altos e baixos que eu venci...
O que eu andei p'ra aqui chegar...
O que me falta para andar...
São apenas uma miragem.
Uma flor...
Um desabrochar de um sonho.
A vida tem coisas
Maravilhosas.


José Maria... Z L
Tu és um amigo do peito. Estás comigo em todas as circunstâncias. Dizes-me
sim e dizes-me não sem-
pre que é preciso. Sempre que discordas da minha atitude, dos meus
actos e da minha fraqueza.
Dizes-me com franqueza, nos momentos exactos, o que achas, o que pensas, sem
impor. É por isso e
por muito mais que eu conto contigo, que eu conto com a tua amizade.
Sou fiel aos meus princípios e à lealdade humana.
Não abdicarei dos meus ideais,
dos meus sonhos, em prol, do que os outros pensam. Não estou aberto a qualquer 

negociata. Sou totalmente impermeável.
Não tenho ideias fixas, não sou dono da razão. Isso é o meu orgulho.
Também não tenho sorrisos
falsos nem sou faroleiro de má fé. Sabes isso e mesmo assim estás comigo.
O meu caminho é estreito, talvez estreitíssimo. Mas ne-
le cabem todos os que por bem, estão comigo. Os que se sentem dignos,
dessa jornada.
Conto contigo...


José Maria... Z L
Deixa-me viajar na magia deste rio...
Deixa-me usufruir da calma
Que alimenta-me a'lma,
Nas margens deste rio predileto.
As aves voam de galho em galho...
Num burburinho madrugador,
O sol espreita por entre os ramos
E proclama o seu explendor.
Minha terra é bonita...
Tem gente encantadora,
Tem muitos encantos
Em todos os seus cantos.
O céu da minha terra,
É único
O sol,
É abrasador.

José Maria... Z L
A vida é uma viagem
Sem regresso,
Às vezes é uma miragem
Outras, um lamento.
Atravessa o universo sem pressa
Faz do caminho um amigo,
Pode ser distante a meta
E o trajeto melancólico.
Se tiveres fé,
Esperança,
E sorte...
Poderás chegar a velho.

José Maria... Z L
Nesta hora morta, deitado na rede
O silêncio é a minha companhia...
Esta monotonia devora a minha mente
Só de pensar, que vida é a minha.
Faz tempo que é assim o meu viver...
Confesso que ainda não me habituei
Mas que se assim tiver que ser,
Para o contrariar, lutarei.
Sou d'uma terra que não se cruzam os braços...
Eu não tenho medo do desafio,
Não receio dar os meus abraços
A todos em quem confio.
O céu está azul e tem umas nuvens brancas...
Olho-o daqui do meu casulo, desta minha rede macia,
Onde o instinto traz-me as palavras
Com que os saúdo com este poema.
A noite vem ainda longe
E com ela chegarão as estrelas...
Um saudoso abraço minha gente
Daqui da vila das Velas.

José Maria... Z L
Trago comigo o cheiro dos bosques
Trazes a avidez da gazela esfomeada...
Eu sou o rei da caça nessa alvorada
Tu és a minha presa adorada.
Vem comigo...
Vamos para o paraíso.


José Maria... Z L