segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Atravesso a madrugada num silêncio insano
procuro o caminho que me tira das insónias,
desço os degraus e
percorro os quartos,
abro a porta que dá acesso à rua,
e olho a noite em todo o seu esplendor.
Ando pelos caminhos do deserto
sem destino nem propósito,
vagueio suspenso
como uma linha que atravessa o universo e brilha
no escuro da noite,
é,
a essa noite que eu pertenço e que me desconheço.
Venço os degraus da vida de forma subtil
tento acreditar que esse é o único caminho possível e
que me encontro seguro.
Os obstáculos são vencíveis...
E por hábito não olho para trás.


José Maria... Z L

Sou um privilegiado.
A nossa amizade mantém-se enraizada na confiança e sobretudo no querer.
Não é qualquer vento banal que deitará abaixo o que construímos com determinação e lealdade.
A vida ensinou-me o caminho e dele não abdicarei.
O ano de 2017 será mais um de aprendizagem.
Aos meus familiares e amigos
um bom ano.


José Maria... Z L


Há coisas que não esqueceremos, mesmo as que foram rápidas ou fúteis.
A vida corre e os jogos são diversos...
Mas a tatuagem na pele, as marcas na alma, serão eternas!
Os meus dias tem sido longos, as minhas noites tormentosas.
De manhã volto sempre ao mesmo lugar, de longe fico a olhar o sol a nascer,
imaginando o caminho que trilhamos para além das nuvens.
Ainda não esqueci os degraus que ultrapassamos de mãos dadas
nem as forças que eu te dei e que tu me deste nalgumas horas de fraqueza,
mas confesso que o teu sorriso e entrega, foram as razões que me levaram ao céu enquanto amávamos.
Ainda hoje vivo a intensa vida de quando estavas nos meus braços
e sinto o mesmo sabor dos teus beijos na minha boca.
Não te esqueci.


José Maria... Z L


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A claridade autoritária, entra e desnuda os quadros da parede
do meu quarto,
pela fresta da janela, entra suavemente o som da chuva que cai lá fora, intensa e doce como a voz da minha princesa.
Aqui dentro, a temperatura amena, em sintonia com a "melodia" que chega de fora,
transporta-me para um outro mundo, nas asas
daquele tempo em que as estrelas beijavam-me as mãos, a lua acariciava-me a face e tranquilamente,
dou mais uma volta no aconchego dos meus lençóis.
A manhã está calma!
Não fosse a chuva, diria até perfeita...
Para estar com a família, ler um bom livro e escrever um texto poético.


José Maria... Z L

domingo, 25 de dezembro de 2016

O eco que vem da montanha numa noite calma
a humidade que não seca o ventre da ribeira
o passarinho que canta no ramo verde
a cumplicidade
do jovem casal no banco do jardim
as ondas que sobem
e molham-te o céu da boca quando eu te beijo
os beijos que ainda moram na tua alma
o teu corpo que é meu
e que nele tatuei a marca do desejo.
A soma da vida mais os sorrisos
fazem-me bem.


José Maria... Z L

sábado, 24 de dezembro de 2016

çõesVer todos
A paz é um mito!

Desde que o homem escondeu o seu coração atrás do ódio,
limitou-se a viver à sombra da ganância, desrespeitando tudo e todos,
pondo em causa a dignidade humana, o mundo tornou-se, um caos.
Tento acreditar que o mito é falível, que a inteligência humana vencerá,
que a razão um dia se sobreponha às injustiças, que os nossos filhos possam ter um Natal condigno, que a paz brilhará nas mentes cinzentas,
daqueles que se julgam infalíveis e que no fundo são abutres destruidores da sociedade.
Há um frio tamanho que desci o dorso da palavra paz e que me entristece,
faz de mim um impotente perante a conivência amarga, aos olhos dos imbecis da sociedade.
Paz, uma palavra bonita!
Natal, uma quadra festiva. As redes sociais inundam-se de mensagens solidárias, bem haja...
De todos os lados chovem telefonemas e abraços entre amigos e familiares que, nos levam a um mundo fantástico, onde a verdade não impera,
e doutro lado, as notícias nos arrasam com dramáticas situações que o homem auto-se destrói, sem dó nem piedade.
Olhem para o rosto de uma criança faminta e com medo, observa-o, tira uma ilação, faz a tua quota parte na sociedade.
Paz, palavra que me veste de esperança.


José Maria... Z L

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Z L Poemas e Poesias
1 min ·
[...] não faz mal!
Não imaginas como foi difícil para mim, o tempo que levou para eu te conquistar,
não imaginas as vezes que olhei o céu e fiz preces para que gostasses de mim,
não imaginas a loucura que eu fiz para a ti chegar.
Passado tanto tempo, com tantas aventuras e alguns dissabores,
hoje simplesmente,
resolveste pôr fim a tudo o que construímos à luz dos nossos olhos, com tanto carinho e juras de amor.
Confesso que iludi-me vezes sem conta, pensando que o nosso amor não poderia ter fim.
Teus olhos foram sempre o caminho por onde eu andei até chegar ao teu coração,
por eles, jurei ser te fiel
e por eles nunca mais amei.
...Estou sozinho.

José Maria... Z L